Caderno da Renata

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TEXTO JOVENS LEITORES | Qualé, Maré?!

Ok, estou naqueles dias! Não é TPM. Nem estou menstruado. Mesmo porque, não sou mulher. O fato é que a coisa está embaçada. E nessas horas fico numas que prefiro me afogar nas palavras do papel a não ter que nadar na tristeza das incertezas.

Dizem que não posso ter sentimentalismos, devo ser forte. Mas como? Só porque sou um garoto não posso me sentir no fundo? Não posso ficar a deriva no mar de sentimentos mais densos e pouco conhecidos (pelo menos por minha pouca experiência juvenil)? “Qualé”?! Acha que só as meninas sofrem por serem ignoradas ou não receberem o olhar artificialmente esquivado que no íntimo era para durar a eternidade? Ou ainda o pior: ver o seu incentivo matinal – aquele que te leva a ir a todas as aulas, mesmo as mais chatas – soltando sorrisos para o cara que você repudia! Eis o meu caso. Isso é muito deprê!

Na real, não sei ao certo se é algo mais além de sorrisinhos soltos. Então, taí a minha incerteza. Mas como eu disse, vou desanuviar com outras palavras, mais a minha cara. Não curto probabilidade: nem na matemática, nem na vida. Se é para calcular alguma coisa, que sejam minutos de diversão e não de frustração. Algo bem mais agradável.

Viu, por isso que é bom desabafar. Mesmo com o papel. Alguém ouvindo a gente é perfeito para chegar a uma conclusão.

Então, ´bora lá ligar para os moleques para conquistar novas praias. Nada de ficar mergulhado no marasmo, avistando as mesmas terras de sempre. O jeito é tomar fôlego novo e nadar para outros horizontes, né?

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